
O bypass gástrico é a técnica cirúrgica mais consagrada e mais realizada no Brasil, embora nos últimos anos tenha sido cada vez mais substituída pela gastrectomia vertical. É também conhecida como gastroplastia com derivação intestinal, ou cirurgia de Capella, ou ainda Fobi-Capella, em homenagem aos cirurgiões que a descreveram e popularizaram.
Consiste em uma técnica mista, uma vez que apresenta tanto um elemento restritivo, visto que o estômago é reduzido para cerca de 10% de sua capacidade, quanto um componente disabsortivo, representado pelo desvio intestinal, mantendo uma parte do órgão fora do trajeto do alimento. O efeito de perda de peso se dá pela soma desses dois fatores, somado a alterações hormonais que alteram a saciedade e o apetite, podendo o paciente chegar a uma perda de 40 a 50% do peso inicial, em média.
É especialmente indicada para pacientes portadores de doenças metabólicas como diabetes, colesterol elevado, além daqueles com IMC mais elevado. Além disso, pacientes com doença do refluxo gastroesofágico grave podem ser mais beneficiados dessa técnica. Entretanto, pode cursar com índice maior de carências nutricionais, principalmente de ferro, vitamina D, cálcio e vitamina B12. Outra desvantagem é o fato de parte do trato gastrointestinal não ser acessível por exames endoscópicos, o que dificulta o diagnóstico e tratamento de certas alterações nessas localidades.
Trata-se de uma técnica amplamente estudada, segura e eficaz, a mais consagrada dentre os procedimentos bariátricos. A avaliação de qual técnica cirúrgica será mais adequada a um determinado paciente deve obedecer ao julgamento clínico do cirurgião.
