Informações Gerais

Indicações

A cirurgia bariátrica é indicada para as seguintes situações:

  • IMC (Índice de Massa Corporal) maior ou igual a 35kg/m² + comorbidade relacionada a obesidade
  • IMC (Índice de Massa Corporal) maior ou igual a 40kg/m²

São consideradas comorbidades relacionadas à obesidade de acordo com o Conselho Federal de Medicina (Resolução nº 2.131/15): diabetes, apneia do sono, hipertensão arterial, dislipidemia, doenças cardiovasculares incluindo doença arterial coronariana, infarto de miorcárdio (IM), angina, insuficiência cardíaca congestiva (ICC), acidente vascular cerebral, hipertensão e fibrilação atrial, cardiomiopatia dilatada, cor pulmonale e síndrome de hipoventilação, asma grave não controlada, osteoartroses, hérnias discais, refluxo gastroesofageano com indicação cirúrgica, colecistopatia calculosa, pancreatites agudas de repetição, esteatose hepática, incontinência urinária de esforço na mulher, infertilidade masculina e feminina, disfunção erétil, síndrome dos ovários policísticos, veias varicosas e doença hemorroidária, hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebri), estigmatização social e depressão

Como calcular o IMC?

O IMC é calculado dividindo-se o peso (em quilogramas) sobre a altura (em metros) ao quadrado.

IMC = peso / altura²

Pré-operatório

O primeiro passo é a consulta com o cirurgião bariátrico, que avaliará detalhes do caso e saberá indicar ou não a cirurgia. Após a inclusão do paciente nos critérios de indicação para a bariátrica, uma nova etapa se inicia, que é a avaliação multiprofissional pré-operatória, que objetiva ter um panorama do estado de saúde físico, hormonal, metabólico, nutricional e mental do paciente. Isso para diagnosticar e tratar eventuais problemas que não foram identificados previamente, além de preparar e orientar o paciente para a cirurgia. Neste momento, é importante que se compreenda o papel fundamental da equipe multiprofissional e que se faça entender que a mudança no estilo de vida, sempre com o apoio desses profissionais, é a chave para o sucesso do tratamento da obesidade,

São necessárias avaliações com: endocrinologista, nutricionista, psicólogo e/ou psiquiatra, cardiologista, pneumologista e anestesista. Outros profissionais podem auxiliar e ser importantes, tais como: fisioterapeuta, educador físico, dentista e outros especialistas, a depender do caso de cada paciente.

Técnicas de Cirurgia Bariátrica

Existe uma grande variedade de técnicas de cirurgia bariátrica descritas. Ao longo dos anos, elas foram mais bem estudadas e compreendidas e, assim, aprimoradas. Basicamente, as técnicas apresentam dois mecanismos de ação: 1) restritivo, em que há diminuição da capacidade do estômago, fazondo com que o paciente emagreca por menos calorias ingeridas; 2) disabsortivo, pelo qual há diminuição na absorção dos nutrientes e calorias, realizada por desvios e exclusões de partes do intestino. Algumas técnicas, combinam os dois mecanismos, sendo chamadas de técnicas mistas.

Atualmente, existe somente 4 técnicas regulamentadas de cirurgia bariátrica: a banda gástrica ajustável, a gastrectomia vertical, o bypass gástrico e a derivação biliopancreática. Dessas, duas são mais comumente realizadas: a gastrectomia vertical e o bypass.

Gastrectomia Vertical (Sleeve)

Técnica puramente restritiva em que há retirada de cerca de 70 a 80% do estômago. É atualmente a mais realizada no mundo. Possibilita, em média, perda de cerca de 25-30% do peso.

Bypass Gástrico em Y-de-Roux

Técnica mista (restritiva e disabsortiva) com criação de uma nova bolsa gástrica de cerca de 50mL de capacidade, associada a desvio do intestino. É a técnica mais realizada no Brasil. Ocasiona perda de 30-35% do peso.

Derivação Biliopancreática

Técnica mista que inclui a gastrectomia vertical associada a um grande desvio intestinal. Pouco realizada atualmente devido maior complexidade técnica e maiores taxas de problemas nutricionais.

Banda Gástrica Ajustável

Técnica restritiva que consiste da aplicação de um dispositivo inflavel e ajustável ao redor do estômago, limitando a capacidade do órgão. Devido aos maus resultados em longo prazo, está atualmente em desuso.