
O sleeve, ou gastrectomia vertical, é atualmente a técnica cirúrgica mais realizada em todo mundo e ganhou tamanha popularidade e disseminação entre os cirurgiões devido ao menor potencial de complicações cirúrgicas e nutricionais em relação às demais técnicas.
Trata-se de uma técnica puramente restritiva, ou seja, interfere somente na capacidade do estômago, que passa a ter cerca de 150mL de volume total, sendo retirado o restante. Não há desvio intestinal ou alteração no fluxo do alimento. A perda peso no pós-operatório, ainda assim, fica em cerca de 30 35% do peso inicial do paciente.
A maior parte dos pacientes para os quais essa técnica é indicada é aquela com restrições ao bypass: pacientes com diagnóstico de cirrose, risco aumentado de câncer de estômago, uso crônico de medicações que dependam de absorção, pacientes em extremos de idade, dentre outros. De fato, o risco de complicações como obstrução intestinal, anemia e deficiências nutricionais é menor, entretanto o potencial de melhora de doenças metabólicas como o diabetes também é menor. O grande inconveniente do sleeve é o potencial em gerar ou piorar o refluxo do ácido do estômago para o esôfago (doença do refluxo gastroesofágico – DRGE).
Trata-se de uma técnica amplamente estudada, segura e eficaz, que vem ganhando cada vez mais relevância, dada sua relativa simplicidade técnica e bons resultados. A avaliação de qual técnica cirúrgica será mais adequada a um determinado paciente deve obedecer ao julgamento clínico do cirurgião.
